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Padre Júlio Lancellotti realiza almoço de natal para população de rua em
Brasil

Padre Júlio Lancellotti realiza almoço de natal para população de rua em

Última Atualizacão 26/12/2025 06:30
PainelRJ
Publicado 26/12/2025
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© Rovena Rosa/Agência Brasil
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No coração de São Paulo, o espírito natalino de solidariedade se manifestou em um gesto de profundo acolhimento. Na tarde desta quinta-feira, 25 de dezembro de 2025, a Casa de Oração do Povo de Rua abriu suas portas para um almoço especial, que se tornou um refúgio de dignidade e esperança para centenas de pessoas em situação de vulnerabilidade. O evento, que contou com a presença marcante do Padre Júlio Lancellotti, conhecido defensor da população de rua, não foi apenas uma refeição, mas um símbolo de resistência e humanidade em face de desafios sociais crescentes. Em meio à festa, uma reflexão sobre a escalada da desigualdade e a importância de olhar para aqueles que a sociedade muitas vezes escolhe ignorar. Este dia de partilha reforçou o verdadeiro sentido do Natal, de estender a mão aos mais necessitados.

Um natal de acolhimento e crescente desafio

O Natal de 2025 foi marcado por um almoço especial na Casa de Oração do Povo de Rua, em São Paulo, que reuniu centenas de pessoas em situação de vulnerabilidade. O evento contou com a participação do Padre Júlio Lancellotti, figura emblemática por seu incansável trabalho de acolhimento e assistência social junto à população em situação de rua. Ao chegar no início da tarde, o padre foi recebido em um ambiente que, embora festivo, revelava uma realidade complexa e, por vezes, melancólica.

A presença marcante de Padre Júlio Lancellotti

A chegada do Padre Júlio Lancellotti à Casa de Oração do Povo de Rua trouxe um sopro de esperança e carinho para os presentes. Conhecido por sua dedicação incondicional aos mais necessitados, Lancellotti fez uma oração, abençoando a todos antes que o almoço fosse servido. Crianças foram as primeiras a serem atendidas, seguidas pelas mulheres, enquanto os homens, em maior número, aguardavam pacientemente. O clima de respeito e união era palpável, como em um verdadeiro almoço de família. “Este é o espírito do Natal, o sentido do Natal, acolher aqueles que ninguém acolhe, olhar para aqueles que ninguém olha”, afirmou o padre, reforçando a mensagem de compaixão e solidariedade que permeia seu trabalho.

O significado agridoce da fartura

Em qualquer celebração natalina, um local repleto de pessoas é sinônimo de fartura e alegria. Contudo, na Casa de Oração do Povo de Rua, essa cena também carregava um significado agridoce. A grande quantidade de frequentadores, embora celebrasse a capacidade de acolhimento da instituição, era também um reflexo do aumento alarmante da população de rua na capital paulista. “Está sendo cada vez mais difícil a situação de polarização que a gente vive, a situação de desafio e de desigualdade. A situação é bem difícil porque o número da população de rua cada vez aumenta mais”, lamentou Padre Lancellotti. Essa constatação sublinha a urgência de políticas públicas e ações sociais mais eficazes para enfrentar um problema que se agrava a cada ano.

A engrenagem da solidariedade: Voluntários em ação

Muito antes da chegada do Padre Lancellotti, a Casa de Oração do Povo de Rua já estava em pleno funcionamento, fervilhando com a energia de voluntários dedicados. Pessoas de diversas regiões da cidade convergiram para o local em busca de um momento natalino de dignidade e afeto. A Casa, que integra várias infraestruturas de apoio à população em situação de rua de São Paulo, tornou-se um ponto vital para um segmento da sociedade que, segundo o levantamento mais recente do Observatório da População de Rua, soma cerca de 80 mil indivíduos na capital.

Preparação incansável e a esperança renovada

Na cozinha, a dezena de voluntários trabalhava incansavelmente, como uma engrenagem bem azeitada. Lavaram a louça do café da manhã, servido a cerca de cem pessoas, e preparavam o pernil, saladas, farofa e arroz para o almoço. Frutas e panetones eram cortados para serem distribuídos por volta do meio-dia, atendendo àqueles que chegavam com fome antecipada. Ana Maria da Silva Alexandre, coordenadora da Casa e voluntária há 26 anos, expressou sua alegria: “Para mim é maravilhoso ver que essas pessoas que não têm uma casa para ir hoje, não têm uma família — porque dia 25 é uma data muito feliz para quem tem família, mas muito triste para quem não tem, para quem passa sozinho na calçada. Então, a casa, eles sabem que é um espaço que está aberto”. Ela enfatizou que a Casa oferece mais do que comida; oferece um lugar para sentar à mesa, conversar, reencontrar amigos e fazer novas amizades, cultivando a esperança, uma das mensagens mais importantes do Natal, assim como Jesus, nascido sem teto. Além da refeição, a Casa contava com um presépio montado pelos frequentadores e um espaço com roupas doadas, oferecendo peças masculinas, femininas e infantis. Kits com produtos de higiene, chinelos, e para as mulheres, bolsas e maquiagens doadas por comerciantes da região central, além de brinquedos para as crianças, foram distribuídos, completando o gesto de cuidado e atenção.

O impacto de 2025: Desafios persistentes

Para os voluntários da Casa de Oração do Povo de Rua, o ano de 2025 que se encerrava deixou lembranças desafiadoras. Ana Maria compartilhou a perspectiva de quem lida diariamente com a dura realidade social. “Foi difícil, pelas coisas que a gente vê acontecendo. Muita reintegração de posse, muita gente que estava em ocupações e a gente vê voltando para a rua. O descaso. A Cracolândia, que dizem que acabou, mas que só foi empurrada para as periferias”, afirmou. Essa observação reflete a percepção de que, apesar dos esforços e da dedicação dos voluntários, as questões estruturais que levam as pessoas à rua persistem e, em muitos casos, se agravam, exigindo um engajamento contínuo e mais amplo da sociedade e do poder público.

Histórias de resiliência e a busca por um novo amanhã

Entre os muitos rostos presentes no almoço de Natal, emergiam histórias de luta, recomeço e esperança, que personificam os desafios enfrentados diariamente pela população de rua de São Paulo.

Ronaldo: A batalha contra o vício e a esperança de recomeço

Entre os que aguardavam o almoço estava Ronaldo, de volta às ruas há duas semanas, após alguns meses internado. Ele havia conseguido ficar dez anos longe das drogas, mas teve uma recaída em 2025. “Foi um ano difícil, sabe. Mas vai melhorar”, disse, demonstrando otimismo. Ronaldo auxiliava na montagem dos kits com produtos de higiene e chinelos que seriam distribuídos, um pequeno gesto de ajuda que faz a diferença na rotina de quem vive na rua. Sua história é um testemunho da complexidade da recuperação e da necessidade de apoio contínuo.

Luna e Emerson: Amor e preconceito nas ruas de São Paulo

Luna de Oliveira, uma mulher trans, e Emerson Ribeiro, um casal, celebravam seu primeiro Natal juntos nas ruas. A preocupação diária com um lugar para dormir era constante. Naquela semana, tentaram vagas em quatro abrigos, mas a dificuldade era a mesma em todos: a falta de espaço para acolher ambos. Para Luna, o preconceito por ser uma mulher trans agrava sua situação e dificulta ainda mais a busca por emprego. Emerson, servente de pedreiro, superou um período difícil de vício em crack e orgulha-se de estar há mais de um mês sem nenhuma droga, muito em parte pela força e apoio de Luna. Ele busca uma nova chance, uma vaga em um canteiro de obras, onde possa aplicar suas habilidades em massa e assentamento de piso. O objetivo do casal é se reerguer, sair das ruas juntos e, finalmente, se casar. Nascido em Mogi das Cruzes, Emerson e Luna, natural de Itaquera, com 31 anos, muitos deles nas ruas desde que deixou a casa da família devido a conflitos, dormiam nas ruas da Luz, um local frequentado por pessoas que ali encontram algum conforto em meio a uma rotina dura de vício, preconceito e abandono. Desenvolta, Luna sonha em trabalhar com televisão e ganha algum dinheiro com materiais reciclados. Frequentadora da Casa de Oração desde 2017, ela já havia passado outros Natais ali, mas era a primeira vez de Emerson. “Está sendo maravilhoso para mim, eu estou muito feliz. Achei que eu ia passar o Natal sozinha, mas, graças a Deus, ele apareceu na minha vida”, contou Luna. “Trouxe ele para conhecer o Padre Júlio, para conhecer a coordenação, e a gente está sendo muito bem tratado aqui, graças a Deus”.

Nilton Bitencourt: A perda e a vida na 25 de março

Nilton Bitencourt, nascido em uma comunidade na zona norte, perto do Pico do Jaraguá, acabou nas ruas após a morte de sua mãe. Filho único, viu-se preterido no espólio e perdeu o direito à casa onde morou por mais de uma década com ela, em Itanhaém. De volta a São Paulo, mergulhou nas drogas e foi morar no centro. “Este Natal está mais cheio aqui, mais famílias. Está bonito”, observou, sobre o evento na Casa. Ele trabalha na Rua 25 de Março, descarregando caminhões, e há quase uma década mora em barracas na mesma região. Para o ano novo, Nilton tem um desejo simples: arrumar uma ponte dos dentes que está frouxa. “Espero que não seja caro, ninguém merece, mas não tem jeito, vou ter de arrumar isso”, afirmou, já pensando em trabalhar no dia seguinte para custear o tratamento.

Conclusão

O almoço de Natal de 2025 na Casa de Oração do Povo de Rua, com a presença do Padre Júlio Lancellotti, transcendeu a simples oferta de uma refeição. Foi um momento de reafirmação da dignidade humana, da importância da solidariedade e da esperança, mesmo diante das adversidades crescentes. As histórias de Ronaldo, Luna, Emerson e Nilton Bitencourt são apenas algumas das muitas que ilustram a complexidade da vida nas ruas, marcada pelo vício, preconceito e abandono, mas também pela resiliência e pela busca incessante por um futuro melhor. Enquanto a desigualdade e a miséria continuarem a levar pessoas para as ruas, a atuação de voluntários e instituições como a Casa de Oração permanece essencial. Quando questionado sobre a mensagem mais importante para este Natal, Padre Lancellotti respondeu sem hesitação: “Enquanto a mudança não vem, seja diferente. Esteja com os pobres”.

Perguntas frequentes (FAQ)

O que é a Casa de Oração do Povo de Rua?
A Casa de Oração do Povo de Rua é uma instituição em São Paulo que oferece acolhimento, assistência social e alimentação à população em situação de rua, contando com o apoio de voluntários para realizar suas atividades, como almoços especiais em datas comemorativas.

Quem é Padre Júlio Lancellotti e qual seu papel neste evento?
Padre Júlio Lancellotti é um renomado sacerdote conhecido por seu trabalho incansável e defesa dos direitos da população em situação de rua em São Paulo. No almoço de Natal, ele esteve presente para abençoar a refeição, interagir com os frequentadores e reforçar a mensagem de acolhimento e solidariedade.

Como posso ajudar a população em situação de rua?
Há diversas formas de ajudar, como doar roupas, alimentos não perecíveis ou produtos de higiene para instituições como a Casa de Oração do Povo de Rua. O voluntariado é outra forma direta de contribuição, oferecendo tempo e habilidades para auxiliar nas atividades diárias e eventos especiais.

Para mais informações sobre o trabalho da Casa de Oração do Povo de Rua e como você pode contribuir para iniciativas de apoio à população em situação de rua, visite o site oficial ou entre em contato diretamente com a instituição.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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