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Trump nomeia enviado especial para Groenlândia, gerando tensão com a Dinamarca
Finanças

Trump nomeia enviado especial para Groenlândia, gerando tensão com a Dinamarca

Última Atualizacão 22/12/2025 10:31
PainelRJ
Publicado 22/12/2025
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Presidente dos EUA, Donald Trump 11/12/2025 REUTERS/Al Drago
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A nomeação de um enviado especial dos Estados Unidos para a Groenlândia por parte do ex-presidente Donald Trump reacendeu um intenso debate diplomático e gerou alarme significativo tanto na Dinamarca quanto na própria Groenlândia. Este movimento político sublinha o interesse persistente de Washington na vasta ilha ártica, conhecida por sua rica reserva de minerais e sua posição geoestratégica crucial. A decisão de Trump de designar o governador da Louisiana, Jeff Landry, para o cargo, no domingo, provocou uma série de reações imediatas, com o ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, anunciando a convocação do embaixador dos EUA em Copenhague. A controvérsia central reside na defesa explícita de Landry, e do próprio Trump, de que a Groenlândia, um território dinamarquês com grande autonomia, deveria integrar os Estados Unidos. Esta proposta tem sido consistentemente rejeitada por Copenhague e Nuuk, a capital groenlandesa, que insistem na soberania e no direito à autodeterminação da ilha.

A nomeação e as reações diplomáticas

A designação de Jeff Landry como enviado especial para a Groenlândia, anunciada por Donald Trump em sua plataforma Truth Social, não demorou a provocar uma onda de indignação e preocupação. Trump justificou a escolha de Landry, elogiando sua compreensão da importância da Groenlândia para a segurança nacional dos EUA e sua capacidade de promover os interesses americanos na região. Em suas palavras, Landry “promoverá fortemente os interesses de nosso país para a segurança, proteção e sobrevivência de nossos aliados e, de facto, do mundo”. Esta declaração, carregada de implicações estratégicas, foi o estopim para as reações imediatas da Dinamarca e da Groenlândia.

A postura de Landry e a declaração de Trump

Jeff Landry, que assumiu o cargo de governador da Louisiana em janeiro de 2024, expressou sua gratidão e entusiasmo pela nomeação em uma publicação no X (anteriormente Twitter). Ele declarou ser “uma honra servir… nesta posição voluntária para tornar a Groenlândia parte dos EUA”, enfatizando que o novo papel não afetaria suas responsabilidades como governador da Louisiana. A repetição da intenção de “tornar a Groenlândia parte dos EUA” por uma figura oficial, mesmo que em um cargo voluntário e não-governamental no momento, foi vista como uma provocação direta à soberania dinamarquesa e à autonomia groenlandesa. A falta de uma resposta imediata da Casa Branca em relação ao assunto apenas intensificou as especulações e a percepção de que a iniciativa, embora vinda de um ex-presidente, possuía um peso considerável no cenário geopolítico.

A contundente resposta dinamarquesa

A reação da Dinamarca foi swift e inequívoca. Lars Lokke Rasmussen, ministro das Relações Exteriores dinamarquês, manifestou-se profundamente irritado com a nomeação de um enviado especial e, em particular, com as declarações de Landry. Rasmussen classificou as afirmações de “completamente inaceitáveis” e prontamente anunciou a convocação do embaixador dos EUA em Copenhague para esclarecimentos. Em uma declaração por e-mail, Rasmussen foi ainda mais enfático, sublinhando que “insistimos que todos — inclusive os EUA — devem demonstrar respeito pela integridade territorial do Reino da Dinamarca”. Esta postura firme reflete a gravidade com que a Dinamarca encara qualquer sugestão de alteração do status territorial de um de seus componentes. A Dinamarca, como nação soberana, possui a responsabilidade final pela defesa e política externa da Groenlândia, embora a ilha goze de um alto grau de autogoverno.

O histórico interesse dos EUA na Groenlândia

O desejo dos Estados Unidos pela Groenlândia não é um fenômeno novo, tendo raízes históricas que remontam a mais de um século. Desde propostas no final do século XIX até discussões após a Segunda Guerra Mundial, a ideia de adquirir a ilha tem sido um tema recorrente na política externa americana. Donald Trump, em particular, trouxe essa ambição de volta aos holofotes, expressando-a publicamente em diversas ocasiões durante sua presidência.

As motivações estratégicas e econômicas

As razões por trás do interesse americano na Groenlândia são multifacetadas, abrangendo preocupações de segurança nacional e o potencial econômico. Do ponto de vista estratégico, a Groenlândia ocupa uma posição vital no Ártico, uma região de crescente importância geopolítica devido ao derretimento do gelo marinho, que abre novas rotas de navegação e acesso a recursos naturais. A presença militar dos EUA na Base Aérea de Thule, no norte da Groenlândia, sublinha a relevância da ilha para a defesa aérea e o monitoramento espacial. Além disso, a ilha é vastamente rica em recursos minerais ainda inexplorados, incluindo terras raras, urânio, níquel, cobre, zinco e outros minerais críticos que são essenciais para tecnologias modernas e a transição energética global. O controle desses recursos ofereceria uma vantagem econômica e estratégica considerável para qualquer nação.

Rejeição unânime da proposta

Apesar do interesse americano, tanto a Dinamarca quanto a Groenlândia têm sido unânimes e consistentes em sua rejeição a qualquer ideia de venda ou aquisição. A postura oficial tem sido sempre a mesma: a Groenlândia não está à venda. Essa rejeição não é meramente uma formalidade diplomática; ela reflete um profundo senso de identidade nacional e autodeterminação. A ilha tem avançado em seu caminho para uma maior autonomia, com os cidadãos groenlandeses expressando um desejo crescente de moldar seu próprio futuro, independentemente de Copenhague ou Washington.

A autonomia da Groenlândia e seu futuro

A Groenlândia possui um status especial dentro do Reino da Dinamarca, com um governo autônomo que lhe confere amplos poderes sobre assuntos internos, como educação, saúde, pesca e recursos naturais. Embora a política externa e de defesa ainda sejam de responsabilidade de Copenhague, a voz de Nuuk tem cada vez mais peso nas discussões sobre o futuro da ilha.

A voz soberana da ilha

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, reiterou categoricamente que a ilha decidirá seu próprio futuro. Em uma publicação no Facebook, Nielsen expressou que, embora o anúncio do ex-presidente dos EUA pudesse “parecer importante”, ele “não muda nada para nós. Nós decidimos nosso próprio futuro”. Essa declaração é um lembrete poderoso da soberania e do direito à autodeterminação do povo groenlandês. A população da Groenlândia, composta majoritariamente por inuítes, tem uma cultura e identidade próprias e tem trabalhado para fortalecer sua independência e capacidade de governar-se. A ideia de ser “comprada” por outra nação é vista como uma afronta à sua dignidade e ao seu percurso histórico em direção à auto-governança.

Perspectivas futuras no cenário ártico

A nomeação de um enviado especial por Donald Trump, mesmo fora do cargo presidencial, sublinha a persistência do interesse dos EUA na Groenlândia e as complexidades geopolíticas da região ártica. As reações contundentes da Dinamarca e da Groenlândia demonstram que a soberania e a autodeterminação são princípios inegociáveis para as nações envolvidas. Este episódio serve como um lembrete da delicada balança diplomática na região e da importância de se respeitar a integridade territorial e a vontade dos povos. Os desdobramentos futuros neste cenário dependerão da capacidade de diálogo e do respeito mútuo entre as partes, em um contexto global onde o Ártico assume uma importância estratégica crescente.

Perguntas frequentes

Por que a Groenlândia é tão importante para os Estados Unidos?
A Groenlândia é estrategicamente vital para os Estados Unidos por sua localização no Ártico, uma região de crescente interesse geopolítico e militar. A ilha abriga a Base Aérea de Thule, crucial para a defesa e monitoramento espacial. Além disso, possui vastas reservas de minerais raros e outros recursos naturais essenciais, que poderiam reduzir a dependência americana de outros países.

Qual é a posição da Dinamarca sobre a ideia de a Groenlândia se tornar parte dos EUA?
A Dinamarca rejeita veementemente a ideia. O ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, enfatizou a importância do respeito à integridade territorial do Reino da Dinamarca e classificou as sugestões de anexação como “inaceitáveis”. A Dinamarca considera a Groenlândia um território sob sua soberania, embora com ampla autonomia.

A Groenlândia tem poder para decidir seu próprio futuro?
Sim, a Groenlândia possui um governo autônomo com consideráveis poderes sobre seus assuntos internos. Embora a Dinamarca seja responsável pela política externa e de defesa, o primeiro-ministro groenlandês, Jens-Frederik Nielsen, reiterou que “Nós decidimos nosso próprio futuro”, enfatizando a capacidade e o desejo do povo groenlandês de moldar seu destino.

Para aprofundar a compreensão sobre as dinâmicas geopolíticas do Ártico e as relações entre potências mundiais, explore nossas análises detalhadas e acompanhe os próximos desdobramentos neste cenário em constante evolução.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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