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Kristin Cabot: a mulher que quebrou o silêncio após o escândalo no
Finanças

Kristin Cabot: a mulher que quebrou o silêncio após o escândalo no

Última Atualizacão 20/12/2025 10:31
PainelRJ
Publicado 20/12/2025
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The New York Times, Lisa Miller
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A noite de 16 de julho de 2025 deveria ter sido apenas mais uma saída divertida para Kristin Cabot. Em vez disso, transformou-se em um marco devastador que a arremessou para o centro de um frenesi midiático global. Aos 53 anos, Kristin Cabot foi flagrada em um telão gigante durante um show do Coldplay em Foxborough, Massachusetts, nos braços de seu chefe, Andy Byron, um momento que viralizou em questão de horas e acumulou mais de 100 milhões de visualizações em um vídeo no TikTok. Este incidente, rapidamente apelidado de coldplaygate, expôs publicamente um episódio íntimo de sua vida pessoal e profissional, desencadeando uma onda de humilhação e ataques que a forçaram a um silêncio inicial. Cinco meses depois, ela rompe o mutismo para compartilhar sua versão dos fatos e os custos pessoais e profissionais dessa exposição.

A ascensão meteórica e a queda no palco global

O incidente no Gillette Stadium

Aquele 16 de julho de 2025 começou com a promessa de uma noite leve. Kristin Cabot, vivenciando um período de separação do segundo marido, Andrew Cabot, e lidando com as complexidades de um divórcio em negociação, sentiu-se animada para uma rara saída com amigos. Convidou Andy Byron, então CEO da Astronomer, a empresa de tecnologia onde trabalhava como diretora de pessoas, para acompanhá-la. Antes do show do Coldplay, o grupo se reuniu em um restaurante, em um ambiente descrito como aberto e animado pelos presentes. Cabot admitiu ter tido uma breve hesitação interna, uma “parte do cérebro” que talvez dissesse “Não faça isso”, mas sua empolgação em apresentar Byron aos amigos e a crença de que poderia “ter uma paixão” e “lidar com isso” prevaleceram. O choque inicial veio a caminho do Gillette Stadium, quando soube que seu então marido também estaria no evento, uma notícia que, segundo ela, a “abalou”.

No entanto, a noite progrediu. Em seus assentos na varanda VIP, o ambiente parecia escuro e reservado. Com alguns coquetéis de tequila, Kristin Cabot e Andy Byron começaram a exibir uma proximidade que os fazia parecer um casal. Foi ali, naquele contexto de euforia musical e bebidas, que ocorreu o primeiro e único beijo entre eles, conforme a narrativa de Cabot. Byron dançava atrás dela quando ela o abraçou e segurou suas mãos. O clímax da exposição veio de forma abrupta: ao ver sua imagem e a de Byron projetadas no telão gigante do estádio, Kristin descreveu a sensação como se “alguém tivesse apertado um interruptor”. A alegria instantaneamente se transformou em terror. Ela levou as mãos ao rosto e se desvencilhou de Byron, que se abaixou. Duas preocupações imediatas a invadiram: a presença de seu marido no estádio e o fato crucial de que Andy era seu chefe. “Eu estava tão envergonhada e horrorizada”, relatou. “Sou chefe de RH e ele é CEO. É tão clichê e tão ruim.” Imediatamente após o incidente, eles se refugiaram em um bar, sentados com “a cabeça nas mãos”, perplexos com o que havia acabado de acontecer.

O furacão do escrutínio público e as consequências devastadoras

O impacto cruel da viralização

O que se seguiu àquela noite foi um inferno pessoal para Kristin Cabot. O vídeo do incidente no telão, postado no TikTok, explodiu em popularidade, alcançando 100 milhões de visualizações em poucos dias. A exposição digital transformou sua vida em um espetáculo cruel. Nos comentários online, ela foi alvo de uma enxurrada de ataques misóginos, sendo rotulada de “vadia”, “destruidora de lares”, “interesseira” e “amante” – termos comuns para envergonhar e deslegitimar mulheres. Sua aparência física foi dissecada e julgada publicamente, partes do seu corpo consideradas “pouco atraentes”. Celebridades, figuras públicas e influenciadores se juntaram à onda, transformando sua humilhação em piada em plataformas globais.

A invasão de sua privacidade não se limitou ao mundo virtual. Os dados pessoais de Kristin foram expostos, resultando em 500 a 600 ligações diárias por semanas a fio. Paparazzi acamparam em frente à sua casa em New Hampshire, e carros circulavam lentamente por sua rua, em um “desfile” constante, como ela recorda. As ameaças de morte começaram a chegar, adicionando uma camada de medo e insegurança a sua já frágil situação. Embora o coldplaygate tenha eventualmente saído do foco principal da mídia, as sequelas permanecem uma realidade diária para Kristin. Seus filhos adolescentes, em um esforço para evitar o estigma, passaram a evitá-la em público. A crueldade do escrutínio se manifestou em encontros casuais, como pouco antes do Dia de Ação de Graças, quando uma mulher a reconheceu em um posto de gasolina, chamou-a de “nojenta” e proferiu palavras brutais: “Adúlteras são a pior espécie humana. Você nem merece respirar o mesmo ar que eu respiro”. Cabot expressou que, no auge da crise, confinada em seu quarto, sua fantasia era que alguém com visibilidade e poder pudesse intervir, uma voz racional que dissesse: “Espera um minuto. Podemos começar uma conversa onde haja espaço para uma versão diferente dessa história? Isso saiu do controle”.

As complexidades de um relacionamento profissional e pessoal

Trajetória e desafios de Kristin Cabot

Kristin Cabot, com 53 anos e uma carreira consolidada, construiu sua vida profissional longe dos holofotes. Oriunda da área de publicidade e vendas, transicionou para recursos humanos, sempre se apresentando como uma “super profissional”, conforme Alyson Welch, uma amiga e ex-colega. A decisão de falar publicamente após cinco meses de silêncio não foi fácil. Cabot debateu intensamente com familiares e amigos, consciente de que qualquer tentativa de esclarecimento poderia expô-la a novos ataques. No entanto, ela decidiu que era crucial contar a verdade, recebendo o apoio incondicional de seus filhos, sua mãe e seus amigos mais próximos. Ela chegou a contratar uma consultora de comunicação para auxiliá-la a navegar o processo, minimizando danos a si mesma e às pessoas que ama.

A relação com Andy Byron, seu então chefe na Astronomer, começou de forma estritamente profissional. Em meados de 2024, durante a entrevista de emprego com Byron, Kristin sentiu uma “conexão no estilo”, assumindo o cargo de diretora de pessoas em novembro de 2024. A aproximação pessoal se deu na primavera de 2025, quando, durante um almoço em Nova York, Cabot mencionou seu casamento com uma “certa entonação”. Byron, em resposta, revelou estar passando por uma separação similar. Para Cabot, esse reconhecimento mútuo “fortaleceu nossa conexão”, e a relação profissional evoluiu para uma proximidade maior, com o compartilhamento de confidências e momentos de humor. Cabot admitiu que seus “sentimentos cresceram rápido”, e ela começou a considerar possibilidades românticas, ciente, no entanto, de que uma relação assim seria incompatível com a subordinação profissional. Ela enfatiza que, antes daquela fatídica noite de show, não havia qualquer relacionamento sexual com Byron, e sequer haviam se beijado. “Cometi um erro, tomei alguns drinques High Noon, dancei e me comportei de forma inadequada com meu chefe”, declarou. Ela assumiu a responsabilidade por suas ações e abriu mão de sua carreira por isso, um preço que escolheu pagar. Sua motivação maior ao falar é transmitir uma lição aos filhos: “Quero que meus filhos saibam que se pode errar, se pode fazer besteira. Mas não precisam ser ameaçados de morte por isso.”

Reconstrução e busca por redenção

Negociações e o futuro

A repercussão do incidente foi imediata e drástica. Após a exibição no telão, Kristin Cabot e Andy Byron retornaram ao bar para discutir os próximos passos. A conversa inicial girou em torno da necessidade urgente de informar o conselho da Astronomer. Em seu apartamento em Boston, os dois traçaram uma estratégia, debatendo quem redigiria o e-mail e qual seria o conteúdo, enquanto Cabot já antevia a perda do emprego e as complicações em seu divórcio, que até então estava sendo amigável. Por volta das 4 da manhã, ela recebeu a confirmação do desastre viral: um print de um TikTok.

No dia seguinte, Cabot priorizou seus filhos, que estavam com o pai em Boston. Precisava conversar com eles antes que soubessem pelos outros. Explicou que ela e Andy “se deixaram levar por um momento”, e que a cena estava “nas redes sociais”. A filha, de 14 anos, reagiu com choro. De volta ao apartamento, participou de uma teleconferência com o conselho da Astronomer, onde ouviu: “Olha, somos humanos. Todos cometemos erros. Mas você entende que precisa se afastar e resolver isso”. A empresa iniciou uma investigação interna, e no sábado seguinte, Byron renunciou ao cargo. Cabot, por sua vez, não conseguia dormir, passando o fim de semana em prantos e recebendo incontáveis mensagens de produtores de programas de TV. Com seus dados vazados, seu telefone “ficou inundado” e, por segurança, instalou câmeras em casa, com a polícia local aumentando a vigilância. Após a investigação, a Astronomer a convidou a retornar ao cargo, mas Kristin não conseguiu imaginar-se como chefe de RH enquanto era motivo de piada nacional. Negociou sua saída, anunciada em 24 de julho.

Nos meses seguintes, buscou alguma forma de alívio e reconstrução. Kristin deu entrada no pedido de divórcio de Andrew Cabot, que, em um comunicado, confirmou que estavam separados na época do show e pediu privacidade – uma atitude que Kristin descreveu como “um cavalheiro”. Ela procurou terapeutas para os filhos, que, ao retornarem à escola, foram tratados com gentileza por colegas e funcionários. O contato com Byron foi mantido durante o verão, trocando notícias sobre a Astronomer e suas famílias. Contudo, no início de setembro, eles se encontraram e concordaram que “continuar falando um com o outro tornaria difícil para todos seguirem em frente e se curarem”. Desde então, o contato tem sido mínimo. Kristin Cabot quer, acima de tudo, desmistificar a narrativa de que ascendeu profissionalmente por meios inadequados. Ela trabalha desde os 13 anos, impulsionada pela determinação de nunca depender financeiramente de um homem, nem se preocupar, como sua mãe, com contas básicas. Sua busca agora é por uma compreensão mais profunda da complexidade humana, onde erros não deveriam resultar em um linchamento virtual sem fim.

Perguntas frequentes sobre o caso

O que exatamente aconteceu com Kristin Cabot no show do Coldplay?
Em 16 de julho de 2025, Kristin Cabot foi filmada e exibida no telão gigante durante um show do Coldplay, em um momento de intimidade com seu chefe, Andy Byron. O vídeo, que ocorreu enquanto ela estava separada do marido, viralizou rapidamente nas redes sociais, gerando um escândalo público e online.

Qual foi a reação de Kristin Cabot e do público após o incidente?
Inicialmente, Kristin Cabot se recolheu, focando na família e no divórcio. O público, por sua vez, reagiu com uma enxurrada de ataques online, doxxing, ameaças de morte e humilhações. Ela foi alvo de diversos rótulos pejorativos e teve sua vida pessoal invadida. Meses depois, ela decidiu falar para contar sua versão da história.

Kristin Cabot ainda mantém contato com Andy Byron?
Após o incidente, Kristin Cabot e Andy Byron mantiveram contato mínimo durante o verão para discutir questões relacionadas à empresa e às famílias. No entanto, no início de setembro, eles concordaram em reduzir o contato para permitir que ambos pudessem seguir em frente e se curar do episódio.

Qual a mensagem principal que Kristin Cabot quer transmitir?
Kristin Cabot deseja refutar a ideia de que sua ascensão profissional teve base em relações inapropriadas. Ela quer que seus filhos compreendam que é humano cometer erros, mas que nenhum erro justifica ameaças de morte ou um linchamento público tão severo. Sua intenção é promover uma reflexão sobre a compaixão e a importância de ouvir todas as perspectivas antes de julgar.

Seja parte de uma conversa mais empática e informada. Reflita sobre o impacto do linchamento virtual e a importância de ouvir todas as perspectivas.

Fonte: https://www.infomoney.com.br

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