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STF anula parte de inquérito contra governador do Acre
Brasil

STF anula parte de inquérito contra governador do Acre

Última Atualizacão 20/12/2025 06:33
PainelRJ
Publicado 20/12/2025
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Agência Brasil
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A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) tomou uma decisão significativa na última sexta-feira (19), ao anular parte da investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) que mirava o governador do Acre, Gladson Cameli. Esta medida judicial surge em um cenário onde o governador já figura como réu no Superior Tribunal de Justiça (STJ), enfrentando acusações sérias que incluem corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraude a licitação. A anulação, motivada por irregularidades processuais, gera um desdobramento crucial para o futuro do processo. Enquanto isso, em uma instância paralela, o STJ já havia iniciado o julgamento da ação penal contra Cameli, com votos que apontam para uma condenação robusta. O intricado emaranhado jurídico, agora com a intervenção do STF, promete mais capítulos antes de uma resolução definitiva.

A decisão do Supremo Tribunal Federal

A reviravolta no caso Gladson Cameli veio com a decisão da Segunda Turma do STF de acatar um recurso da defesa, que alegava a existência de irregularidades substanciais na fase inicial da apuração. Com um placar de 4 votos a 1, o colegiado reconheceu falhas no procedimento investigatório que, segundo os advogados do governador, comprometeram a validade das provas colhidas.

Os argumentos da defesa e o voto prevalente

A principal alegação da defesa de Gladson Cameli centrou-se na requisição irregular de relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e na adoção de outras medidas investigativas sem a devida autorização judicial. Essas ações, conforme sustentado pelos advogados, configurariam uma usurpação da competência do STJ, tribunal responsável por julgar governadores.

O voto que prevaleceu no julgamento foi o do ministro Kássio Nunes Marques, que, apesar de seguir a maioria, apresentou uma divergência parcial ao votar para retirar do processo o relatório de inteligência do Coaf, mas sem anular parte da investigação. Os ministros Nunes Marques, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e André Mendonça votaram para aceitar o recurso da defesa. O ministro André Mendonça, em seu voto, foi explícito ao afirmar que as irregularidades ocorreram no início das investigações, quando relatórios financeiros do Coaf foram solicitados pela Polícia Federal sem a devida observância das regras de competência. Ele destacou que as suspeitas começaram a ser investigadas em 2019, mas somente nos anos seguintes o caso foi remetido ao STJ, quando a competência para o caso já deveria ser do tribunal superior.

Mendonça proferiu: “Dou provimento parcial ao recurso para reconhecer, no tocante ao paciente, a usurpação da competência do STJ nas investigações realizadas entre 25/05/2020 e 12/01/2021. Assim, voto para declarar a nulidade das provas produzidas contra o paciente e encartadas no período, bem como das provas delas diretamente derivadas”. Essa linha de raciocínio foi acompanhada pelos ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes. O relator do caso, ministro Edson Fachin, foi o voto vencido, posicionando-se contra o recurso da defesa do governador.

O impacto da anulação nas provas

A decisão do STF tem um impacto direto e significativo sobre o acervo probatório que fundamenta as acusações contra Gladson Cameli. Ao declarar a nulidade das provas produzidas no período de 25 de maio de 2020 a 12 de janeiro de 2021, e também das provas delas diretamente derivadas, o Supremo enfraquece consideravelmente a base da acusação.

Isso significa que qualquer evidência coletada ou desenvolvida a partir das informações tidas como irregulares não poderá ser utilizada contra o governador nos processos em curso. Esta medida pode exigir uma reavaliação completa da estratégia da acusação, potencialmente levando a um redesenho do processo penal no STJ e à necessidade de buscar novas provas, caso a investigação ainda persiga os ilícitos imputados ao governador. A decisão reafirma a importância da estrita observância do devido processo legal e das competências jurisdicionais, garantindo que as investigações sigam os ritos estabelecidos para a proteção dos direitos dos investigados.

O processo no Superior Tribunal de Justiça (STJ)

Paralelamente à decisão do Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já estava avançando no julgamento da ação penal contra Gladson Cameli. Este tribunal é a instância competente para julgar governadores em casos de crimes comuns. O desdobramento no STJ, antes mesmo da anulação de parte da investigação pelo STF, já indicava a gravidade das acusações e a complexidade do cenário jurídico.

As acusações contra o governador

Gladson Cameli virou réu no STJ pelos crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraude a licitação. As acusações detalham um suposto esquema de desvio de recursos públicos que teria movimentado cerca de R$ 11 milhões. De acordo com as investigações da Polícia Federal que deram origem ao processo, o mecanismo envolveria empresas que mantinham contratos com o governo estadual do Acre. Essas empresas, por sua vez, teriam contratado outras firmas que possuíam familiares do governador como sócios. Através dessas “empresas de fachada” ou interpostas, os recursos públicos teriam sido desviados para fins ilícitos, configurando a complexa teia de crimes financeiros e administrativos que pesam sobre Cameli.

A corrupção, neste contexto, refere-se ao ato de solicitar ou receber vantagem indevida em troca de favores ou omissões. O peculato envolve o desvio de bens ou valores públicos por funcionário que tem sua posse em razão do cargo. A lavagem de dinheiro busca ocultar a origem ilícita dos valores desviados, e a fraude a licitação visa manipular o processo de contratação pública para beneficiar empresas específicas, geralmente em troca de propinas.

O andamento do julgamento e o pedido de vista

A Corte Especial do STJ iniciou o julgamento da ação penal contra o governador na quarta-feira (17), dias antes da decisão do STF. Durante a sessão, a ministra Nancy Andrighi, relatora do caso, proferiu um voto contundente pela condenação de Gladson Cameli. Em sua manifestação, a ministra propôs uma pena de 25 anos de prisão, o pagamento de uma indenização no valor de R$ 11 milhões – montante equivalente ao suposto desvio – e, adicionalmente, a perda do cargo de governador.

Após o voto da relatora, o ministro João Otávio de Noronha pediu vista do processo. O “pedido de vista” é um recurso que permite a um ministro solicitar mais tempo para analisar os autos e formar seu convencimento antes de proferir seu voto. Esse procedimento é comum em julgamentos complexos e de grande repercussão. Devido ao recesso de fim de ano, o julgamento foi automaticamente suspenso e, segundo o cronograma judicial, será retomado apenas em 2026. Este adiamento significa que a decisão final sobre o futuro político e legal de Gladson Cameli ainda levará um tempo considerável para ser proferida, mantendo o caso em aberto por mais de dois anos.

Perspectivas e desdobramentos futuros

A interseção das decisões do STF e do STJ cria um cenário jurídico de notável complexidade e incerteza para o governador Gladson Cameli. Enquanto o STF anula parte fundamental da investigação, o STJ já sinaliza, através do voto da relatora, para uma possível condenação. Essa dinâmica exige uma análise cuidadosa dos próximos passos e das implicações para todas as partes envolvidas.

A complexidade do cenário jurídico

A anulação de provas pelo STF no período de 2020 a 2021 levanta questões cruciais sobre a validade do restante do inquérito e como isso afetará o processo no STJ. A defesa do governador, fortalecida pela decisão do Supremo, buscará argumentar que as provas anuladas são intrínsecas à acusação e que sua retirada impacta irremediavelmente a fundamentação do processo penal no STJ. Por outro lado, a acusação terá o desafio de reavaliar sua estratégia, verificando se há provas independentes e válidas suficientes para sustentar as acusações de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraude a licitação, que inicialmente embasavam o pedido de condenação.

O adiamento do julgamento no STJ para 2026, por sua vez, adiciona uma camada extra de imprevisibilidade. Durante este período, novas análises podem ser feitas, recursos podem ser interpostos e até mesmo os ministros podem rever seus posicionamentos à luz das novas circunstâncias, como a decisão do STF. A morosidade do processo, embora comum em casos de alta complexidade envolvendo figuras públicas, estende a incerteza jurídica e política.

O futuro político e legal de Gladson Cameli

Para Gladson Cameli, o futuro imediato é marcado por uma batalha legal prolongada em duas frentes distintas, mas interligadas. No âmbito legal, a anulação das provas pelo STF pode ser um alívio temporário, mas não o isenta das demais acusações ou de outras provas que não foram atingidas pela decisão do Supremo. A retomada do julgamento no STJ em 2026 será decisiva. Uma eventual condenação, nos termos propostos pela ministra Nancy Andrighi, resultaria na perda do cargo e em uma pena de prisão, com sérias consequências para sua trajetória política e pessoal.

Politicamente, a situação também é delicada. Embora a decisão do STF possa ser interpretada como uma vitória da defesa e um reforço ao devido processo legal, a existência das acusações e o andamento de um processo penal no STJ continuam a lançar uma sombra sobre sua gestão e imagem pública. A incerteza gerada pela espera até 2026 impede uma resolução definitiva antes do próximo ciclo eleitoral, mantendo o governador sob escrutínio constante. O caso Gladson Cameli, portanto, é um exemplo emblemático da intrincada relação entre justiça, política e o papel do Poder Judiciário na fiscalização da administração pública.

Perguntas Frequentes (FAQ)

O que o STF anulou na investigação contra Gladson Cameli?
O Supremo Tribunal Federal anulou parte da investigação da Polícia Federal contra o governador Gladson Cameli que se refere às provas produzidas entre 25 de maio de 2020 e 12 de janeiro de 2021, além das provas delas diretamente derivadas.

Quais foram as irregularidades apontadas pela defesa do governador?
A defesa alegou que houve requisição irregular de relatórios do Coaf e outras medidas investigativas sem a devida autorização judicial, configurando usurpação da competência do Superior Tribunal de Justiça, que é o tribunal competente para julgar governadores.

Como essa decisão do STF pode afetar o julgamento de Cameli no STJ?
A anulação de parte das provas pode enfraquecer a acusação no STJ, pois as evidências coletadas no período e suas derivadas não poderão ser usadas. Isso pode exigir uma reavaliação da estratégia da acusação e da base probatória do processo.

Quais crimes Gladson Cameli é acusado de ter cometido?
Gladson Cameli é réu no STJ pelos crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraude a licitação, supostamente envolvendo o desvio de R$ 11 milhões por meio de empresas ligadas à sua família.

Quando o julgamento no STJ será retomado?
O julgamento no Superior Tribunal de Justiça foi suspenso devido a um pedido de vista do ministro João Otávio de Noronha e será retomado somente em 2026, após o recesso de fim de ano.

Para acompanhar os próximos capítulos deste importante caso da justiça brasileira, siga nossas atualizações e não perca nenhum detalhe.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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