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STF mantém anulação de voto e deputada Zambelli perde mandato
Brasil

STF mantém anulação de voto e deputada Zambelli perde mandato

Última Atualizacão 12/12/2025 17:02
PainelRJ
Publicado 12/12/2025
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© Lula Marques/ EBC
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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) referendou, por unanimidade, a decisão monocrática do ministro Alexandre de Moraes que anulou a votação da Câmara dos Deputados. Esta anulação impedia a cassação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), culminando agora na efetiva perda do mandato de Zambelli. O colegiado do STF confirmou o entendimento de que a deliberação da Câmara, que visava manter o mandato da parlamentar, era inconstitucional. A sessão, que se estendeu por horas, sacramentou um posicionamento firme do Judiciário em relação às prerrogativas legislativas. Este desfecho tem implicações imediatas para a composição da Câmara e para o futuro político da deputada, que enfrenta uma série de processos judiciais e um pedido de extradição por parte do governo brasileiro, estando atualmente na Itália. A decisão reforça a tese de que cabe ao Judiciário a palavra final em casos de condenação transitada em julgado de parlamentares, consolidando um importante precedente na relação entre os Poderes.

Supremo Tribunal Federal referenda anulação de voto

A decisão mais recente do Supremo Tribunal Federal solidificou o cenário político da deputada Carla Zambelli (PL-SP), determinando a perda de seu mandato. A Primeira Turma do STF, em uma deliberação unânime, manteve a liminar proferida pelo ministro Alexandre de Moraes que invalidou a votação da Câmara dos Deputados. Tal votação, realizada um dia antes da decisão de Moraes, havia rejeitado a cassação da parlamentar e, consequentemente, mantido seu posto. O processo no STF teve início às 11h e foi concluído por volta das 16h, com o voto decisivo proferido pela ministra Cármen Lúcia, reforçando a unanimidade do colegiado.

A votação do colegiado e seus desdobramentos

O placar final no Supremo foi de 4 votos a 0 a favor da manutenção da decisão de Alexandre de Moraes. Além do próprio ministro Moraes, relator do caso, votaram também pela anulação da resolução da Câmara os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. Com esta decisão final do STF, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi instruído a empossar o suplente de Zambelli, Adilson Barroso (PL-SP), no prazo de 48 horas. A Câmara, em sua sessão anterior, havia decidido pela manutenção do mandato da deputada com 227 votos a favor e 110 contra, necessitando de 257 votos para aprovar a cassação. No entanto, o ministro Alexandre de Moraes considerou essa deliberação inconstitucional. Em seu entendimento, a Constituição Federal estabelece que a prerrogativa de determinar a perda do mandato de um parlamentar condenado por decisão transitada em julgado cabe ao Poder Judiciário, enquanto a Câmara tem apenas a função de “declarar a perda do mandato”, não de reverter uma condenação já estabelecida.

O histórico legal e as condenações da parlamentar

A perda do mandato da deputada Carla Zambelli não é um episódio isolado, mas o ápice de uma série de desafios jurídicos e condenações que a parlamentar tem enfrentado nos últimos anos. A anulação da votação da Câmara pelo STF está diretamente ligada a essas questões judiciais, que culminaram em condenações e, mais recentemente, em uma tentativa de fuga do país. A trajetória de Zambelli foi marcada por decisões controversas e investigações que a ligaram a sérios delitos, colocando em xeque sua permanência no legislativo e sua liberdade pessoal.

Invasão do CNJ e porte ilegal de arma: os crimes que levaram à fuga

Em julho do ano corrente, Carla Zambelli foi detida em Roma, na Itália, onde buscava evitar o cumprimento de um mandado de prisão expedido pelo ministro Alexandre de Moraes. Detentora de dupla cidadania, a deputada havia deixado o Brasil com a intenção de obter asilo político em território italiano, após ser condenada pelo próprio STF a 10 anos de prisão. Esta condenação resultou da invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ocorrida em 2023. As investigações apontaram Zambelli como a mentora intelectual da invasão, que tinha como objetivo a emissão de um mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes. Walter Delgatti, também condenado no caso, confirmou ter executado o hackeamento sob as ordens da parlamentar, reforçando as acusações.

Além do caso do CNJ, em agosto, Zambelli foi novamente condenada pelo Supremo por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. Este episódio remete a um incidente ocorrido pouco antes do segundo turno das eleições de 2022, quando a deputada perseguiu um homem de arma em punho pelas ruas de São Paulo, gerando grande repercussão e controvérsia. Após sua fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou formalmente a extradição da parlamentar para o Brasil. O pedido foi oficializado pelo STF em 11 de junho e, subsequentemente, encaminhado pelo Itamaraty ao governo italiano. A decisão final sobre o processo de extradição será proferida durante uma audiência agendada pela Justiça italiana para a próxima quinta-feira, dia 18, mantendo a deputada em um limbo jurídico internacional.

Implicações e o futuro político da deputada

A decisão unânime do Supremo Tribunal Federal, que valida a anulação do voto da Câmara e efetiva a perda do mandato de Carla Zambelli, representa um marco significativo na jurisprudência brasileira e na relação entre os Poderes. Este desfecho não apenas reorganiza a composição da Câmara dos Deputados com a posse do suplente Adilson Barroso, mas também envia uma mensagem clara sobre a autonomia e a autoridade do Poder Judiciário em casos de condenações criminais de parlamentares com trânsito em julgado. Para a deputada, o cenário é de crescente complexidade jurídica. Além da perda do mandato, ela enfrenta as consequências de múltiplas condenações e a iminente decisão sobre seu pedido de extradição na Itália. A manutenção dessas condenações e a potencial extradição significam que Zambelli deverá responder à justiça brasileira, enfrentando as penas já impostas e as futuras implicações legais. Este caso sublinha a importância da responsabilidade de agentes públicos e a fiscalização contínua das condutas parlamentares pelo sistema judiciário.

Perguntas frequentes sobre o caso

Qual foi a decisão recente do STF em relação à deputada Carla Zambelli?
O Supremo Tribunal Federal (STF) referendou, por unanimidade, a decisão do ministro Alexandre de Moraes que anulou a votação da Câmara dos Deputados que havia rejeitado a cassação e mantido o mandato de Carla Zambelli, resultando na perda definitiva de seu mandato.

Por que o ministro Alexandre de Moraes anulou a votação da Câmara dos Deputados?
Moraes anulou a votação por considerá-la inconstitucional. Ele argumentou que, de acordo com a Constituição, cabe ao Poder Judiciário determinar a perda do mandato de parlamentar condenado por decisão transitada em julgado, cabendo à Câmara apenas “declarar” essa perda, e não revertê-la.

Quais foram as principais condenações judiciais de Carla Zambelli mencionadas no caso?
Carla Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão pela invasão do sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023, sendo apontada como a autora intelectual do crime. Ela também foi condenada por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo, referente a um episódio ocorrido antes das eleições de 2022 em São Paulo.

Qual é a situação atual da extradição de Carla Zambelli da Itália?
Após sua fuga para a Itália, o governo brasileiro solicitou a extradição de Carla Zambelli. O pedido foi formalizado pelo STF e encaminhado pelo Itamaraty ao governo italiano. Uma audiência da Justiça italiana na próxima quinta-feira (18) decidirá sobre a extradição da parlamentar.

Quem assume a vaga de Carla Zambelli na Câmara dos Deputados?
Com a decisão final do STF, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, deverá dar posse ao suplente de Carla Zambelli, Adilson Barroso (PL-SP), no prazo de 48 horas.

Mantenha-se informado sobre este e outros importantes desdobramentos jurídicos e políticos no cenário nacional, acompanhando nossas próximas atualizações.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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