Lideranças conservadoras do Rio de Janeiro se reuniram no Hotel Guanabara, no Centro da cidade, no dia 29, para o lançamento do Foro do Brasil no estado. O movimento, idealizado em âmbito nacional pelo padre Kelmon, tem como objetivo articular, integrar e unificar os diversos grupos de direita existentes no país. A iniciativa surge como um contraponto ao Foro de São Paulo, organização que reúne partidos e movimentos da esquerda latino-americana desde a década de 1990.
De acordo com os organizadores, a meta principal é oferecer estrutura, coesão e coordenação política aos setores conservadores, preparando lideranças municipais e estaduais para as eleições de 2026. “O potencial é enorme, visto que o eleitor fluminense é conservador e [o candidato apoiado pela direita] venceu no estado em 2022. Queremos atuar como a direita norte-americana, com profissionalismo e eficiência”, declarou o presidente do Foro do Brasil no Rio de Janeiro, o advogado Klaus Fins.
O Foro do Brasil se define como um movimento civil de caráter nacional, dedicado à defesa de valores como liberdade, propriedade, livre iniciativa, Estado mínimo, dignidade humana e proteção das liberdades individuais. Em seus materiais de divulgação, a organização afirma atuar “em prol da liberdade, da propriedade, da livre expressão e do direito dos cidadãos, promovendo iniciativas que fortaleçam cultura, educação, saúde e dignidade humana”.
A iniciativa ganhou forma jurídica em 2025 com a criação do Instituto Foro do Brasil, uma entidade de direito privado sem vínculo partidário formal. A partir daí, iniciou-se uma série de eventos pelo país, nos quais o padre Kelmon visita estados para instalar diretórios e reunir lideranças conservadoras locais. Cidades em São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Minas Gerais e Paraná já receberam o movimento.
Kelmon ganhou destaque nacional durante as eleições presidenciais de 2022, quando foi candidato por um partido de direita. Sua participação nos debates eleitorais gerou grande repercussão nas redes sociais e o colocou no centro de diversas polêmicas, incluindo questionamentos sobre sua filiação religiosa.
Ao mesmo tempo, Kelmon recebeu apoio de setores conservadores e religiosos que se identificaram com suas posições, consolidando-se como liderança de movimentos alinhados à direita. Com o Foro do Brasil, ele busca transformar essa visibilidade em uma frente organizada, capaz de formar quadros políticos locais e ampliar a presença conservadora em câmaras municipais, assembleias e outras esferas do debate público.
O evento no Rio de Janeiro reuniu militantes, representantes de movimentos cívicos e lideranças religiosas e políticas. O clima predominante foi de reorganização, após anos de dispersão entre grupos conservadores independentes. No encerramento, Kelmon e Klaus Fins enfatizaram que a prioridade do Foro no Rio será fortalecer a participação social e a formação de lideranças municipais, estimulando o diálogo entre as cidades e ampliando o preparo técnico de futuros candidatos.
De acordo com Fins, “a missão é integrar, desenvolver e garantir representatividade para cada município fluminense”. A expectativa é que novos encontros regionais sejam realizados ao longo do próximo ano para consolidar os diretórios locais.
Com a proximidade das eleições de 2026, o Foro do Brasil sinaliza que a direita busca recompor suas estruturas e ampliar sua capacidade de mobilização no estado. A organização afirma pretender ocupar esse espaço com organização, discurso unificado e treinamento de lideranças, em uma estratégia inspirada em modelos internacionais de coordenação política.
Fonte: diariodorio.com



