A Black Friday, tradicionalmente agendada para a última sexta-feira de novembro, já está gerando um volume considerável de reclamações por parte dos consumidores. Mesmo antes do dia oficial, a plataforma Procon-SP Digital registrou diversas queixas relacionadas às promoções do evento, evidenciando os desafios enfrentados pelos compradores.
Um dos principais problemas apontados pelos consumidores é a não entrega ou a demora excessiva na entrega dos produtos adquiridos, representando 30,72% das reclamações. Esse problema, comum em períodos de alta demanda, causa frustração e impacta diretamente a experiência de compra.
Outra questão recorrente é o cancelamento do pedido pela loja após a finalização da compra, correspondendo a 14,30% das queixas. Essa situação pode estar relacionada à falta de estoque, mas gera insatisfação e questionamentos sobre a organização e planejamento das empresas.
No ranking das empresas com o maior número de reclamações registradas no Procon, destacam-se a Amazon, com 7,55% dos registros, e o Mercado Livre, com 6,38%. Em seguida, aparecem Magazine Luiza/Netshoes/Época Cosméticos/MagaluPay/Hub Fintech, com 4,77%, Via/Casas Bahia/PontoFrio/Extra.com.br, com 3,74%, e Vivo/Telefônica, com 3,08%.
Além dos problemas de entrega e cancelamento de pedidos, outras questões frequentes incluem a entrega de produtos ou serviços diferentes do solicitado, incompletos ou danificados (10,34%) e a prática de “maquiagem de desconto”, em que o desconto é aplicado sobre um preço que não é real (10,19%). A oferta não cumprida, a venda enganosa e a publicidade enganosa também figuram entre as principais queixas, com 7,84% dos registros.
Para os consumidores que se sentirem lesados por práticas abusivas, o Procon é um importante canal para registrar reclamações. É recomendado acionar o órgão quando os direitos do consumidor são violados por meio de cobranças indevidas, informações falsas, falta de comunicação por parte das empresas ou até mesmo golpes.
Para registrar uma reclamação no Procon-SP, basta acessar o site do órgão ou dos Procons municipais conveniados e selecionar a opção que melhor se encaixa na situação. A classificação é feita pelos próprios consumidores, garantindo que cada caso seja avaliado de forma individualizada e precisa.
Fonte: www.infomoney.com.br



