Pacientes internados nos hospitais do município do Rio de Janeiro poderão ter acesso a uma alimentação mais nutritiva e livre de agrotóxicos. A Câmara Municipal do Rio (CMRJ) aprovou em primeira discussão um projeto de lei que busca garantir o fornecimento de, no mínimo, 30% de produtos orgânicos ou de base agroecológica na alimentação oferecida nas unidades de saúde da cidade.
O projeto, que tramita na Casa desde 2018, visa aprimorar a qualidade da alimentação servida aos pacientes em processo de recuperação. A proposta estabelece uma implementação gradual da medida. A aquisição de alimentos orgânicos deve começar com 10% no primeiro ano, passar para 20% no segundo ano e atingir o percentual de 30% no terceiro ano de vigência da lei.
Segundo o autor do projeto, a iniciativa é fundamental para melhorar a saúde dos pacientes. Alimentos orgânicos, cultivados sem o uso de pesticidas e fertilizantes sintéticos, são reconhecidos por sua maior concentração de vitaminas, minerais e outros nutrientes essenciais para a recuperação do organismo. O objetivo é incentivar a substituição dos alimentos convencionais, que muitas vezes contêm resíduos de agrotóxicos, por opções mais saudáveis e benéficas.
A prioridade no fornecimento dos produtos orgânicos será dada aos produtores cadastrados no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos, garantindo a rastreabilidade e a certificação dos alimentos. Em seguida, serão priorizados os produtores organizados em associações e cooperativas, incentivando o desenvolvimento da agricultura familiar e promovendo o fortalecimento da economia local. Os demais produtores também poderão fornecer alimentos, desde que cumpram os requisitos de produção orgânica ou de base agroecológica.
Aprovado em primeira discussão, o projeto de lei voltará à pauta da Câmara Municipal para uma segunda votação. Se aprovado em definitivo, poderá representar um avanço significativo na qualidade da alimentação oferecida nos hospitais do Rio de Janeiro, beneficiando milhares de pacientes e promovendo a saúde e o bem-estar da população.
Fonte: diariodorio.com



