Em meio à discussão sobre a venda de imóveis públicos do estado, o prédio da Central do Brasil, no Rio de Janeiro, tornou-se alvo de debate na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O deputado Alexandre Knoploch (PL) propôs incluir o edifício na lista de bens a serem alienados, reacendendo a polêmica sobre o futuro do icônico imóvel.
A sugestão de Knoploch surgiu durante a análise de um projeto de lei que autoriza o governo estadual a vender 60 propriedades. Segundo o parlamentar, o prédio, que já abrigou a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) e a Secretaria de Segurança Pública, encontra-se atualmente desocupado e em condições precárias.
“A Central do Brasil hoje não abriga absolutamente nada. É um prédio muito antigo, cuja reforma custaria muito aos cofres públicos. Mas ainda que tenha um grande valor comercial”, argumentou o deputado, defendendo a venda como a melhor solução para o caso.
A fala do deputado também foi uma resposta à proposta do PSD, partido do prefeito Eduardo Paes, de transferir a sede do governo estadual para o prédio da Central do Brasil. A ideia faz parte de um plano de revitalização do centro da cidade e é vista como uma possível plataforma para Paes em uma futura candidatura ao governo do estado.
Inaugurado na década de 1940, o edifício, com seus 28 andares, já foi considerado o mais alto da América do Sul. O PSD defende que a transferência do gabinete do governador e das principais secretarias para o local impulsionaria a revitalização da área central.
Knoploch, por sua vez, considera a proposta “irresponsável”, ironizando a sugestão e afirmando que “Paes provavelmente nunca esteve lá” e que “o prédio não tem condições de abrigar absolutamente nada”. Ele argumenta que o edifício gera custos elevados e necessitaria de uma reforma completa para voltar a ser funcional.
O deputado ressaltou os altos custos de manutenção do prédio, citando que o contrato anual, quando a Seap ainda ocupava o local, chegava a R$ 5 milhões. Para revitalizar o edifício, seriam necessários investimentos consideráveis, como o retrofit dos elevadores (R$ 3,3 milhões), a restauração das fachadas (R$ 3,9 milhões) e a impermeabilização (R$ 3,4 milhões). Além disso, a adequação ao novo Código de Segurança contra Incêndio e Pânico (Coscip), de 2022, demandaria um gasto estimado de R$ 20 milhões.
Fonte: diariodorio.com



