Um levantamento recente revela que a megaoperação policial deflagrada no Rio de Janeiro afetou de forma desproporcional a rotina das mulheres em comparação com os homens. De acordo com a pesquisa, 51% das mulheres entrevistadas relataram ter sofrido alterações em suas atividades diárias devido à ação, enquanto entre os homens esse percentual foi de 42%.
O estudo, que ouviu centenas de moradores da capital fluminense e de municípios da Região Metropolitana, estima que aproximadamente 4,9 milhões de pessoas tiveram que modificar atividades planejadas em virtude do confronto ocorrido na Penha e no Alemão. A pesquisa aponta, ainda, que cerca de 1,5 milhão de pessoas deixaram de comparecer ao trabalho no dia da operação.
A pesquisa detalha a distribuição geográfica dos impactos, revelando que a maioria das pessoas que optaram por não sair de casa no dia da operação reside na zona norte da cidade, com 23% dos entrevistados. Em seguida, aparecem a zona sul (15%), a zona oeste (13%) e o Centro (10%).
Apesar dos transtornos causados, a pesquisa também avaliou a percepção da população sobre a operação policial. De acordo com o levantamento, 57% dos 626 entrevistados expressaram concordância, total ou parcial, com a avaliação do governador de que a ação foi “um sucesso”. Em contrapartida, 27% discordaram completamente da afirmação, enquanto 12% discordaram parcialmente.
A pesquisa identificou que a rejeição à operação foi mais expressiva entre os jovens de 16 a 24 anos, com 59% discordando da avaliação positiva dos resultados. Além disso, a discordância foi mais prevalente entre moradores com renda entre 5 e 10 salários mínimos, representando 49% dos entrevistados desse grupo.
A megaoperação policial, realizada na última terça-feira, resultou na morte de 121 pessoas, incluindo quatro policiais, e na prisão de 113 indivíduos. Cerca de 2,5 mil agentes foram mobilizados para cumprir aproximadamente 100 mandados de prisão.
Fonte: temporealrj.com



