A Câmara Municipal promoverá um amplo debate sobre as recentes operações policiais realizadas no Rio de Janeiro e seus impactos nas comunidades. Marcado para a próxima segunda-feira, às 10h, no Salão Nobre, o evento tem como objetivo discutir os custos humanos e sociais das ações de segurança pública nas favelas cariocas.
A iniciativa, liderada pelo vereador Leonel de Esquerda, surge após uma operação policial ocorrida na última terça-feira, que gerou forte reação e cobranças por maior transparência. O debate, intitulado “O preço da guerra nas favelas: até quando o Estado vai matar em nome da segurança?”, busca reunir diferentes perspectivas sobre o tema.
Agentes públicos, moradores e representantes comunitários dos Complexos da Penha e do Alemão participarão do encontro para compartilhar suas experiências e visões sobre o modelo de segurança pública adotado no estado. A presença de figuras como o deputado federal Reimont Otoni, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, o líder comunitário Raull Santiago, o advogado Carlos Nicodemos, do Conselho Nacional de Direitos Humanos, e a Ouvidora-Geral da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, Fabiana Silva, demonstra a relevância do debate para diferentes esferas da sociedade.
O vereador Leonel de Esquerda, que preside a Comissão Especial das Favelas, acompanhou de perto os desdobramentos da operação na Penha, onde ouviu relatos de familiares das vítimas. Segundo informações, os corpos apresentavam sinais de violência extrema, como tortura e indícios de execução sumária, o que reforça a necessidade urgente de revisão das práticas de segurança.
“As mortes e os excessos evidenciam que o atual modelo de segurança pública do estado precisa ser revisto com urgência”, declarou o vereador. Ele enfatizou que vidas humanas não podem ser reduzidas a estatísticas e alertou para o impacto duradouro que essas ações violentas têm na memória coletiva da população. A expectativa é que o debate na Câmara Municipal contribua para a busca de soluções mais eficazes e humanizadas para a segurança pública no Rio de Janeiro.
Fonte: diariodorio.com



